886 mil agentes públicos
sob a lupa.
A gente cruza 28 fontes oficiais e mostra quem faz o quê com o seu dinheiro. Sem filtro. Sem partido. Sem medo.
Quem conhece quem. Quem paga quem.
A gente mapeia empresas, parentes, sócios e contratos em segundos. Mostra quem tá junto de quem no dinheiro público. Tudo automático, tudo com fonte.
Contrato estranho? A gente encontra.
O sistema cruza anos de dados públicos e detecta contratos fora do padrão, aditivos suspeitos e concentração de dinheiro onde não deveria. Tudo que parece estranho aparece.
O Diário Oficial não esconde mais nada.
Nossos robôs leem milhares de páginas do Diário Oficial todo dia. Transformam aquele texto incompreensível em dados limpos e conectam cada contrato à empresa que recebeu.
Quem mais chama atenção
Os nomes que mais aparecem quando se cruzam dados públicos. Sem julgamento. Com dados.
Top 10 Agentes Públicos: os que mais acendem alertas
| # | Nome | Score | |||
|---|---|---|---|---|---|
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Top 10 Empresas: as que mais recebem do governo
| # | Nome | Score | |||
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Top 10 Partidos: qual partido tem mais alertas
| # | Partido | Membros | Score Médio | |
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Top 10 Estados: onde o dinheiro merece mais atenção
| # | Estado | Representantes | Score Médio | |
|---|---|---|---|---|
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Status da consulta atual
Roberto V. Alcântara
Redes que chamam atenção
Grupos de perfis conectados por padrões recorrentes nos dados públicos — empresas, órgãos, doadores e contratos que aparecem juntos mais de uma vez. Identificar redes não equivale a provar irregularidade.
Uma rede é um grupo de perfis que compartilham conexões recorrentes nos dados públicos: mesmas empresas, mesmos órgãos, mesmos doadores, mesmos contratos. O sistema identifica esses grupos automaticamente para ajudar a observar padrões. Não é prova de nada — é uma lupa.
Redes identificadas
Casos compostos
Nós recorrentes
Perfis envolvidos
Nós recorrentes
Roberto V. Alcântara
O que o sistema identificou
Mapa de conexões
Arraste para girar. Clique no olho para ver a tabela.
A carregar mapa 3D
O globo não bloqueia o restante do perfil. Se a rede ainda estiver a ser montada, os nós aparecem em segundos.
Mapa de conexões não carregou. Verifique se o servidor está em execução e recarregue a página.
Quem aparece ligado: detalhes
De onde vieram os dados
Enriquecimento de fontes em andamento.
| Base pública | Categoria | Uso analítico | Link oficial |
|---|---|---|---|
| Portal da Transparência | Execução orçamentária e repasses | Contratos, convênios, pagamentos e beneficiários | Acessar fonte |
| Receita Federal (Registro de empresas) | Base empresarial | Sócios, data de abertura, atividade e capital social | Acessar fonte |
| Tribunal Superior Eleitoral (TSE) | Dados eleitorais | Filiação, doações e prestação de contas | Acessar fonte |
| TransfereGov | Transferências públicas | Convênios, parcerias e termos com ONGs | Acessar fonte |
| Lista de empresas punidas | Sanções administrativas | Checagem de empresas e entidades sancionadas | Acessar fonte |
| IBAMA | Embargos ambientais | Ocorrências e embargos vinculados a empresas | Acessar fonte |
| DATASUS | Saúde | Relação com unidades, contratos e repasses em saúde | Acessar fonte |
| Diário Oficial da União | Publicações oficiais | Extratos, nomeações, sanções e contratos publicados | Acessar fonte |
As informações exibidas neste relatório estruturado são provenientes exclusivamente de bases de dados públicas oficiais consolidadas de forma autônoma por algoritmos. As análises indicam padrões relacionais e estatísticos entre entes públicos e privados, não constituindo presunção de culpa, acusação formal ou prova definitiva de qualquer irregularidade. Investigações e conclusões jurídicas são de competência exclusiva das autoridades competentes (Ministério Público, Polícia Federal, Tribunais de Contas). O uso, compartilhamento ou interpretação deste material deve ser feito com reserva institucional.
Metodologia
Entenda como o Vigiômetro coleta, cruza e analisa dados públicos para gerar inteligência cívica acessível a qualquer pessoa.
Como funciona
Da coleta ao resultado, em 4 etapas.
Coleta
O sistema acessa 28 bases oficiais (TSE, Portal da Transparência, Receita Federal, CEIS, OpenSanctions, ICIJ e mais) e coleta dados brutos de forma automatizada.
Cruzamento
Algoritmos cruzam CPFs, CNPJs e nomes para identificar a mesma pessoa ou empresa em bases diferentes. Vínculos de sociedade, contrato, doação e sanção são conectados.
Análise
13 motores de análise (10 de detecção + JIS + IQP + meta-judicial) calculam scores de risco, aplicam contágio contextual e geram o VII — Vigiômetro Integrity Index.
Resultado
Perfil completo com score, conexões, grafo 3D, curadoria por IA e dossiê exportável em PDF. Tudo rastreável até a fonte original.
Score de Risco
Cada entidade recebe uma pontuação de 0 a 100
Composição do VII: 10 Motores de Detecção
Classificação
Score alto NÃO é acusação. É um sinal de que a entidade merece mais atenção com base nos dados públicos disponíveis.
IQP — Índice de Qualidade do Processo
Exclusivo do Vigiômetro. Avalia se processos judiciais seguiram padrões de justiça.
O juiz foi justo?
Verifica se o magistrado tinha vínculos com as partes que poderiam comprometer a imparcialidade.
Seguiu as regras?
Analisa se o processo seguiu os ritos legais, prazos e garantias constitucionais do réu.
Lei aplicada certo?
Confere se os dispositivos legais citados na sentença correspondem aos fatos descritos.
Pressão política?
Detecta se houve vínculos políticos, doações ou nomeações que indicam interferência externa.
Pena proporcional?
Compara a pena aplicada com casos semelhantes para identificar discrepâncias.
13 Motores de Análise
Cada motor é especializado numa tipologia de risco. Juntos, compõem o VII — Vigiômetro Integrity Index.
Lavagem de Dinheiro
Detecta padrões de movimentação financeira atípica, empresas-ponte e triangulações suspeitas.
Base legal: Lei 9.613/98, COAF
Conflito de Interesse
Identifica decisões tomadas por agentes com vínculos diretos às partes beneficiadas.
Base legal: Lei 12.813/2013
Contratações
Analisa concentração de poder em contratações públicas, fornecedores recorrentes e dispensas de licitação.
Base legal: Lei 14.133/2021
Improbidade
Detecta sinais de improbidade administrativa: enriquecimento ilícito, dano ao erário e violação de princípios.
Base legal: Lei 8.429/92
Fraude Eleitoral
Analisa doações eleitorais, retorno contratual a doadores e padrões de caixa 2.
Base legal: Lei 9.504/97, CE
Nepotismo / Rede Familiar
Mapeia redes familiares em cargos públicos, nomeações cruzadas e vínculos de parentesco.
Base legal: Súmula Vinculante 13, STF
Offshore
Cruza dados do ICIJ (Panama/Pandora Papers) com agentes públicos brasileiros.
Base legal: ICIJ Leaks, OpenSanctions
Captura Institucional
Detecta quando grupos privados controlam órgãos reguladores ou decisões de Estado.
Base legal: Lei 12.813/2013, CF Art. 37
Dinastia Política
Identifica famílias que ocupam cargos públicos por gerações e perpetuam controle político.
Base legal: CF Art. 14, TSE
Crime Organizado
Detecta padrões de organização criminosa infiltrada no poder público: facções, milícias e redes.
Base legal: Lei 12.850/2013
Independência Judicial
Avalia independência de magistrados: alinhamento de nomeação, concentração de poder e votação política.
3 componentes especializados
Qualidade do Processo
Avalia se processos judiciais seguiram padrões de justiça em 5 pilares independentes.
5 pilares de avaliação
Meta-análise Judicial
Cruza conflitos de interesse no judiciário: juiz que julga réu com quem tem vínculos.
Análise cruzada de conexões
VII — Vigiômetro Integrity Index
Score composto que sintetiza todos os motores de detecção
O VII é a média ponderada dos 10 motores de detecção (LDI a OCI), complementado pelos motores especializados JIS, IQP e Meta-judicial. Cada entidade recebe um VII de 0 a 100, calculado automaticamente sempre que os dados são atualizados.
Pesos de 5% a 15% — compõem a base do VII. Cada motor analisa uma tipologia específica de risco.
Motores especializados para o judiciário. Avaliam independência e qualidade processual de forma independente.
Análise cruzada de conflitos de interesse no judiciário. Complementa o VII com dados contextuais.
O VII é calculado para 100% das entidades na base. Entidades sem dados suficientes recebem VII = 0, não um falso "limpo".
Contágio Contextual
Não basta estar ligado — importa COMO está ligado
O sistema não trata todas as conexões como iguais. O peso de cada vínculo depende da natureza da relação. Vínculos de ação conjunta pesam mais que simples vizinhança administrativa.
Peso alto — réus no mesmo processo, coautoria
Peso médio — operador, sócio em empresas-ponte
Peso baixo — nomeou ou foi nomeado por
Peso mínimo — mesmo órgão, partido ou município
Garantias Metodológicas
Mecanismos de controle de qualidade aplicados continuamente ao sistema.
Deduplicação inteligente
Normalização de nomes, CPFs e CNPJs para eliminar duplicatas entre bases. 884K auto-referências e 575K conexões órfãs foram removidas.
Eliminação de falsos positivos
Algoritmos específicos para limpar vínculos incorretos. Campos vazios ou dados faltantes nunca penalizam o score.
Calibração contínua
Pesos dos 10 motores são ajustados com base em entidades de referência e auditoria cruzada com fontes originais.
Validação de fontes
Cada base integrada passa por verificação de URLs, status e integridade. 247 fontes mapeadas, 28 ativas.
Auditoria 100%
Sistema auditado com 0 erros críticos, 0 scores zerados incorretamente e 0 entidades órfãs. Saúde: 100%.
Fontes de Dados
O sistema integra 28 fontes ativas de um total de 247 fontes mapeadas. Inclui 102.632 sanções internacionais (OpenSanctions) e 6.681 entidades offshore (ICIJ).
TSE
460K candidatos
Transparência
Gastos federais
Câmara
510 deputados
Senado
Dados abertos
Receita Federal
CNPJs + sócios
CEIS/CNEP
Sanções nacionais
PNCP
Compras públicas
OpenSanctions
102K sanções
ICIJ Offshore
6.681 entidades
TCU
Contas públicas
CGU
Controladoria
DOU
Diário Oficial
+11 fontes
BNDES, CVM, COAF, IBAMA...
Curadoria Automatizada
Como os 13 motores trabalham em conjunto
Os motores de detecção foram modelados a partir de padrões encontrados em grandes operações brasileiras (Lava Jato, Mensalão, Operação Carne Fraca, entre outras). O sistema não cria fatos -- organiza e identifica padrões em dados que já são públicos.
Os 13 motores analisam cada entidade de forma independente. Cada um gera um score parcial de 0 a 100 para a sua tipologia.
O VII combina os 10 motores de detecção com pesos calibrados (5% a 15%). JIS, IQP e Meta-judicial complementam com dados especializados.
O score final incorpora contágio contextual: entidades ligadas a outras de alto risco recebem um ajuste proporcional ao tipo de vínculo.
Cobertura de dados por nível
Nem todos os agentes públicos têm a mesma disponibilidade de dados. Entenda por quê.
Presidente da República, senadores, deputados federais, ministros de Estado, ministros do STF, STJ e TSE, conselheiros do TCU.
Cobertura completa — emendas parlamentares, CEAP (Cota para Exercício da Atividade Parlamentar), viagens oficiais, declarações de patrimônio, votações nominais, processos judiciais, sanções e restrições.
Governadores, vice-governadores e deputados estaduais de todos os 26 estados e do Distrito Federal.
Cobertura parcial — patrimônio declarado ao TSE, sanções federais e conexões empresariais. As assembleias legislativas estaduais ainda não possuem APIs padronizadas, o que limita o cruzamento de gastos de gabinete e votações.
Prefeitos e vereadores de capitais, regiões metropolitanas e cidades com mais de 100 mil habitantes.
Cobertura limitada — portais de transparência municipais variam enormemente em qualidade, formato e atualização. Algumas cidades disponibilizam dados completos; outras, quase nada.
Vereadores e prefeitos de municípios pequenos, que representam a maioria dos mais de 5.500 municípios brasileiros.
Dados escassos — muitas prefeituras sequer publicam dados em formato digital. Esta é uma limitação estrutural do Brasil, não uma limitação técnica do Vigiômetro. Estamos expandindo essa cobertura continuamente.
Por que isso importa: Quando um perfil apresenta poucas conexões, pode não significar que a pessoa é "limpa" — pode significar que os dados daquela esfera ainda não estão disponíveis de forma digital. O Vigiômetro mostra o que existe e, onde os dados ainda não chegaram, avisa claramente.
Limitações
O que o sistema NÃO faz
Não acusa ninguém. Conexões indicam registros públicos, não ilicitude. A interpretação cabe ao usuário e às autoridades competentes.
Não substitui investigação formal. O Vigiômetro é ferramenta de apoio, não substitui processos de auditoria ou investigação.
Não garante completude. Dados públicos têm atrasos de publicação, inconsistências entre bases e cobertura variável.
Não usa fontes privadas. Todos os dados vêm exclusivamente de bases públicas oficiais.
Não julga mérito. O sistema identifica padrões estatísticos, não emite parecer jurídico.
A IA não cria fatos. Ela organiza e identifica padrões em dados que já são públicos.
Recomenda-se sempre conferir informações críticas nas fontes originais. O Vigiômetro deve ser usado com responsabilidade como ferramenta de apoio à análise e ao controle social.
Diretório Completo de Fontes Oficiais
Todas as informações utilizadas pelo sistema vêm exclusivamente de bases públicas. O catálogo reúne 247 fontes mapeadas, com 28 ativas e 2.804.774 vínculos na base.
| Base Pública | Cobertura | Acesso |
|---|---|---|
| Bases ativas no sistema | ||
Quem Somos
A gente mostra os dados. Você tira as conclusões.
E se qualquer brasileiro pudesse entender, de verdade, pra onde vai o dinheiro dos seus impostos?
O Brasil tem toneladas de dados públicos espalhados em dezenas de portais do governo. O problema? Ninguém entende nada. Planilhas gigantes, formatos técnicos, sistemas que parecem feitos pra confundir.
Resultado: a informação existe, mas não chega no cidadão. E o que não se entende, não se cobra.
O Vigiômetro nasceu pra mudar isso. A gente pega esses dados todos, cruza, organiza e mostra de um jeito que qualquer pessoa consegue entender. Quem tá conectado com quem. Quem recebeu quanto. O que parece estranho.
Não basta o dado ser público. O povo precisa conseguir entender.
O que é o Vigiômetro
O Vigiômetro é o maior sistema de inteligência cívica do Brasil. A gente cruza dados de 28 fontes oficiais pra mostrar as conexões entre políticos, empresas, contratos e dinheiro público que ninguém mais mostra.
Nossa missão: Colocar na mão do cidadão comum o poder de entender pra onde vai cada centavo do dinheiro público. Sem precisar ser advogado, jornalista ou especialista.
Como funciona por dentro
- → 28 fontes oficiais cruzadas automaticamente, 24 horas por dia
- → 13 robôs de IA trabalhando pra encontrar o que ninguém quer que você veja
- → Cada conexão é verificada e referenciada na lei brasileira
No que a gente acredita
Transparência total
Se o dado é público, o cidadão tem direito de entender. Ponto.
Sem lado nenhum
Aqui não tem esquerda nem direita. Tem dado. Cobra de todo mundo igual.
Tudo dentro da lei
Cada informação que a gente usa é amparada pela Lei de Acesso à Informação.
Respeito aos direitos
Dados não são acusações. A gente mostra padrões. Quem julga é a Justiça.
Quem faz isso
Um time de engenheiros de dados, especialistas em inteligência artificial e profissionais de conformidade legal. Gente que acredita que tecnologia pode mudar o jogo da transparência no Brasil.
Como tudo começou
A inspiração inicial do projeto remonta a um momento específico da internet brasileira. O desenvolvedor Bruno César Lopes publicou online um experimento técnico demonstrando a possibilidade de cruzar diferentes bases públicas e visualizar conexões entre informações governamentais.
Entre as pessoas que acompanharam a iniciativa estava Stephen Bellotto, especialista em construção de marcas, experiência de produto e estratégia de inovação. Ao reconhecer o potencial da ideia, Stephen entrou em contato com Bruno para discutir a possibilidade de transformar aquele experimento técnico em algo mais amplo: uma plataforma acessível ao público, com identidade, interface e narrativa.
Durante esse período ocorreram diversas conversas e reuniões exploratórias. Stephen apresentou estudos de naming, arquitetura de marca, identidade visual e estrutura inicial de produto.
Por razões próprias, Bruno optou posteriormente por seguir um caminho independente com seu projeto original. Nesse momento, já haviam sido desenvolvidos elementos fundamentais de posicionamento e produto. A partir daí, Stephen decidiu continuar a iniciativa de forma independente, dando origem ao Vigiômetro.
A inteligência artificial a serviço do povo
A IA mudou o jogo. Antes, pra cruzar dados do governo você precisava de um time inteiro de analistas. Hoje, com inteligência artificial, a gente consegue processar milhões de registros em minutos.
O Vigiômetro foi construído usando o que há de mais avançado em engenharia de dados e IA. Não é só um site bonito. É uma máquina que não dorme, não para e não esquece.
Mas atenção: a IA aqui não inventa nada. Ela organiza. Ela cruza. Ela aponta. Quem decide é você.
O que a IA faz no Vigiômetro
A inteligência artificial aqui não cria acusações. Ela trabalha como uma super-lupa que:
- → Organiza milhões de dados espalhados em dezenas de portais
- → Descobre quando o mesmo CPF ou CNPJ aparece em lugares diferentes
- → Conecta políticos, empresas, contratos e parentes
- → Detecta padrões que um humano levaria meses pra enxergar
- → Cria alertas quando algo foge do normal
- → Traduz dados técnicos pra linguagem que todo mundo entende
A IA não inventa fatos. Ela mostra o que já é público, mas ninguém conseguia ver.
Sem partido. Sem patrão. Sem rabo preso.
O Vigiômetro não é de esquerda. Não é de direita. Não é do governo. Não é da oposição. É do cidadão.
Aqui entra todo mundo: político de qualquer partido, empresa de qualquer setor, servidor de qualquer nível. Se o dado é público, a gente mostra. Simples assim.
O critério não é ideológico. O critério é: o dado existe? Então o povo tem direito de saber.
Se alguém tenta usar o Vigiômetro pra atacar um lado e proteger o outro, tá usando errado. A gente cobra de todos. Sem exceção.
Transparência de verdade
O governo diz que os dados são públicos. E são. Mas tenta ler uma planilha do Portal da Transparência. Tenta entender um extrato do PNCP. Tenta cruzar um contrato do DOU com uma empresa da Receita Federal. É impossível pra 99% da população.
Transparência de mentira é jogar um PDF de 500 páginas no ar e dizer que o dado tá público. Transparência de verdade é fazer qualquer pessoa entender pra onde tá indo o dinheiro dela.
Dado jogado num portal que ninguém entende não é transparência.
Transparência é quando o povo consegue ler e cobrar.
A gente não acusa ninguém
Deixa isso bem claro: o Vigiômetro não acusa, não julga e não condena ninguém. A gente não é tribunal, não é polícia e não é Ministério Público.
Uma coisa é mostrar que um político tem 300 conexões com empresas que receberam contratos do governo. Outra coisa completamente diferente é dizer que isso é crime. A gente faz a primeira parte. A segunda é com as autoridades.
Dados mostram padrões. Padrões levantam perguntas. Quem responde é a Justiça.
Isso aqui é legal?
Totalmente. O Vigiômetro existe porque a Constituição e a lei brasileira garantem o direito do cidadão de acessar e entender dados públicos. Veja o que diz a lei:
Constituição Federal de 1988
Art. 5º, XIV – acesso à informação. Art. 5º, XXXIII – direito de receber informações de interesse coletivo. Art. 37 – princípio da publicidade.
Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011)
Consolida o direito de acesso a dados públicos e incentiva a transparência ativa por parte do Estado.
Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014)
Estabelece princípios relacionados à liberdade de informação e à responsabilidade na utilização de dados na internet.
LGPD (Lei nº 13.709/2018)
Estabelece regras para o uso responsável de dados, incluindo finalidade legítima, uso proporcional e boa-fé.
Quem criou isso
Stephen Philippe Bellotto
Fundador e Direção de Produto
Com mais de duas décadas moldando marcas, produtos e experiências digitais em dois continentes, Stephen é um daqueles raros profissionais que transita com fluência entre o mundo criativo e o tecnológico. Diretor de arte por formação. Estrategista de produto por natureza. Empreendedor por vocação.
Sua trajetória inclui 22 prémios internacionais em festivais de criatividade e publicidade, tendo assinado campanhas e projetos para Coca-Cola, Honda, Pizza Hut, Lycra, Millennium Bank e outras marcas globais. Não é só troféu na prateleira. É a prova de que entende como construir coisas que as pessoas realmente usam.
Nos últimos 7 anos baseado na Europa, consolidou-se como consultor estratégico de marcas e produtos digitais, ajudando empresas de Portugal, Espanha e Brasil a transformar ideias em plataformas com identidade, propósito e escala. Do naming ao protótipo. Da estratégia ao pixel.
O Vigiômetro é a materialização de tudo isso. Uma plataforma que une décadas de experiência em construção de produto com o poder bruto da inteligência artificial aplicada a dados públicos. Stephen não só idealizou o conceito e a marca. Ele desenhou cada tela, cada fluxo, cada decisão de produto. Do posicionamento estratégico à interface final.
Porque a transparência pública não precisa só de dados. Precisa de alguém que saiba transformar dados em algo que o povo consiga entender.
Isso aqui é só o começo
Novas fontes, novas conexões, novas formas de visualizar os dados. O Vigiômetro cresce todo dia. E quanto mais gente usar, mais forte ele fica.
Quando o povo entende os dados, o jogo muda.
Porque democracia de verdade não é só votar. É cobrar todo dia.
Planos de Acesso
Transparência pública para cidadãos, jornalistas e instituições. Escolha o que faz sentido para você.
Todos os planos usam dados de fontes públicas oficiais. Nenhum plano acusa — todos ajudam a observar.
Cidadão
Acesso público à lupa de dados. Sem custo. Sem segredo.
Para sempre. Sem cartão.
- Pesquisa sem limite
- Ficha de qualquer agente público
- Ranking dos que mais chamam atenção
- Score de risco automático
Investigador
Para quem precisa ir fundo. Dados completos, exportação e análise histórica.
Cobrado mensalmente.
- Pesquisa sem limite
- Ficha online de qualquer agente público
- Ranking dos que mais chamam atenção
- Score de risco automático
- Até 100 dossiês em PDF por mês
- Ferramenta de investigação profunda por IA
- Alertas por email quando algo mudar
Institucional
Para empresas, escritórios de advocacia, fundos e órgãos de controle.
Cobrado mensalmente.
- Pesquisa sem limite
- Ficha online de qualquer agente público
- Ranking dos que mais chamam atenção
- Score de risco automático
- Dossiês em PDF sem limite
- Ferramenta de investigação profunda por IA
- Alertas por email quando algo mudar
- Relatórios sob medida
- Painel de monitoramento em tempo real
- Suporte direto com o time
- Vários usuários na mesma conta
- API pra integrar no seu sistema
Comparativo de recursos
| Recurso | Cidadão | Investigador | Institucional |
|---|---|---|---|
| Pesquisa sem limite | ✓ | ✓ | ✓ |
| Ficha online de agente público | ✓ | ✓ | ✓ |
| Ranking dos que mais chamam atenção | ✓ | ✓ | ✓ |
| Score de risco automático | ✓ | ✓ | ✓ |
| Dossiês em PDF | — | 100/mês | Ilimitado |
| Investigação profunda por IA | — | ✓ | ✓ |
| Alertas por email | — | ✓ | ✓ |
| Relatórios sob medida | — | — | ✓ |
| Painel de monitoramento em tempo real | — | — | ✓ |
| Suporte direto com o time | — | — | ✓ |
| Vários usuários na mesma conta | — | — | ✓ |
| API de integração | — | — | ✓ |
Como cada recurso funciona
Entenda na prática o que cada ferramenta faz por você
Busca ilimitada
Pesquise qualquer político, servidor, empresa ou entidade pública. Mais de 886 mil registros. Sem limite de buscas por dia.
Dossiê em PDF
Documento profissional com todas as conexões, fontes, análise jurídica e metodologia. Ideal pra reuniões, reportagens ou processos.
Investigação Profunda
Uma segunda camada que verifica cada conexão individualmente, cruza com notícias, aplica a metodologia OICA e gera conclusões.
Curadoria por IA
12 regras automáticas analisam cada perfil: patrimônio incompatível, conexões com condenados, empresas de fachada e mais.
Alertas por email
Receba uma notificação quando algo mudar — nova conexão, novo processo, mudança no score. Você não perde nada.
API de acesso
Integre os dados nos seus sistemas. Ideal pra redações de jornalismo, escritórios de advocacia e órgãos de controle.
Perguntas frequentes
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A Inteligência Artificial na leitura de Diários Oficiais
Durante décadas, os órgãos de controle brasileiros e os jornalistas investigativos enfrentaram um problema monumental: a dispersão e a obfuscacão dos dados governamentais. O Estado sempre publicou suas contas, pois isso é uma exigência constitucional. O problema é como essas contas eram publicadas: em milhares de Diários Oficiais espalhados por municípios, governos estaduais e pelo próprio Diário Oficial da União (DOU).
Historicamente, descobrir o elo entre um contrato assinado em uma prefeitura do interior e uma holding fantasma registrada na capital exigia que auditores passassem dias ou semanas lendo dezenas de milhares de páginas em formato PDF. Em muitos casos, essas páginas sequer eram "pesquisáveis", tratando-se de imagens escaneadas de baixa qualidade projetadas justamente para dificultar a transparência e barrar o uso do famoso "Ctrl+F".
O Fator do Cruzamento Algorítmico
A entrada de modelos de Inteligência Artificial e de motores de web scraping (raspagem de dados em rede) alterou permanentemente o equilíbrio de poder da transparência pública. Plataformas modernas, como o Vigiômetro, substituem o trabalho hercúleo do olho humano por clusters de processamento distribuído na nuvem que não dormem, não piscam e não esquecem.
Hoje, milhares de páginas do DOU são baixadas diariamente assim que o relógio bate meia-noite. A IA aplica técnicas avançadas de Natural Language Processing (NLP) para converter texto bruto e PDFs escaneados em "entidades lógicas". O modelo não está apenas caçando uma palavra; ele é treinado para entender contexto semântico. Ele sabe diferenciar perfeitamente quando o termo "Suspensão" está se referindo à paralisação temporária de uma obra por chuvas ou à sanção punitiva imposta a uma empreiteira julgada inidônea pelo TCU.
Ao fazer essa distinção, o sistema extrai automaticamente o CNPJ envolvido, o valor monetário associado, o prazo e a data, enviando esses dados limpos e normatizados para um banco de grafos. É nesse momento que a verdadeira mágica acontece: o nó da empresa "marcada" é cruzado com a base da Receita Federal para encontrar quem são seus sócios e administradores.
"A corrupção prospera no volume e na fragmentação. Quando um algoritmo junta os pedaços quebrados do Diário Oficial e constrói uma linha do tempo unificada, o esquema cai por terra."
A Lupa Incorruptível e o Futuro
Imediatamente após esse cruzamento, a plataforma dispara um alerta para qualquer outra instituição onde aqueles mesmos sócios atuem, prevenindo que um CPF bloqueado no Sul abra uma nova empresa "limpa" para licitar no Nordeste no dia seguinte.
A inteligência artificial não veio para julgar ou atuar como tribunal. Um algoritmo de Processamento de Linguagem Natural não condena; ele apenas traduz. Ele funciona como uma lupa incorruptível e implacável. Ele aponta a luz para anomalias estatísticas que de outra forma ficariam enterradas e perdidas na burocracia.
Licitações e o perigo oculto dos Aditivos Financeiros
A lei de licitações brasileira (tanto a antiga Lei 8.666/93 quanto a nova Lei 14.133/21) prevê mecanismos para lidar com o imprevisível. Durante a construção de uma ponte colossal, de uma rodovia interestadual ou de um grande hospital municipal, intempéries, falhas geológicas ou alterações macroeconômicas nos custos dos materiais básicos são reais e acontecem. Para não paralisar a obra por anos e causar prejuízos piores, a lei criou a figura do Aditivo Contratual.
O conceito teórico do aditivo é proteger a administração pública do engessamento. Na prática investigada ao longo das últimas décadas em operações da Polícia Federal, o aditivo tornou-se a principal avenida para o escoamento irregular de dinheiro e o desvio massivo e silencioso de verbas.
A Estratégia do "Mergulho de Preços"
A auditoria orientada a dados costuma identificar um padrão criminoso altamente repetitivo batizado no jargão de engenharia e mercado de "mergulho". Acontece quando grandes empreiteiras entram em uma licitação agressiva oferecendo propostas com preços muito, mas muito abaixo da média orçada pelo Estado. O preço é tão irreal que as empresas sérias que planejam lucrar honestamente não conseguem competir de forma viável. Resultado: a empreiteira envolvida no esquema ganha legalmente o certame sob o argumento indiscutível do "menor preço ao erário".
Com o contrato assinado, os concorrentes eliminados e o canteiro de obras instalado, começam a surgir os famosos "fatos imprevisíveis". Uma pedra no terreno que ninguém viu no projeto básico, um erro estrutural de drenagem não contabilizado, ou um aumento súbito e "inesperado" do cimento asfáltico.
Pela lei, os aditivos podem elevar o valor inicial do contrato em até 25% do valor atualizado (ou 50% no caso de reformas estruturais). É através de sucessivos aditivos, geralmente aprovados a portas fechadas e sem nova concorrência entre a secretaria responsável e a construtora, que o dinheiro que faltava na proposta original "mergulhada" é não apenas recuperado, mas amplamente superado, gerando as margens milionárias para a chamada propina sistêmica.
A Quebra do Paradigma via Ciência de Dados
Antes da era da IA, descobrir o momento exato em que esse fluxo financeiro desviava da legalidade dependia do Ministério Público e do Tribunal de Contas devassarem centenas de planilhas impressas em papel, normalmente após alguma denúncia pontual feita por um delator.
Hoje, os algoritmos de regressão e os bancos de dados em nuvem do Vigiômetro são programados para escanear automaticamente a frequência histórica com que o CNPJ de uma determinada empresa solicita aditivos após vencer licitações de menor preço. Se uma construtora ganha 10 obras públicas e em 9 delas solicita e aprova o limite máximo de aditivo legal, o algoritmo marca o padrão.
Verificação de Risco Governamental na Era dos Algoritmos
No setor corporativo extremo, em bancos de investimento multinacionais e no mercado financeiro global, as áreas de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD) e a rígida política do Know Your Customer (KYC) evoluíram significativamente. O que há uma década eram apenas boas práticas recomendadas por relatórios de auditoria interna, hoje são a linha de frente da defesa legal e da existência jurídica de uma instituição financeira.
Emprestar dezenas de milhões de dólares para uma empresa que, nas sombras, detém conexões ilícitas, ou assinar uma fusão com uma entidade que utiliza dezenas de testas-de-ferro (laranjas) para blindar ativos de políticos corruptos, expõe o banco não apenas a perdas de crédito colossais. Expõe as diretorias a processos criminais, bloqueios pelo Banco Central, multas massivas sob a mira de leis internacionais (como a FCPA americana) e um dano de relações públicas irreversível no mercado.
O Desafio Crítico das PEPs Profundas
O maior e mais complexo gargalo histórico da Due Diligence sempre foi o rastreio de Pessoas Expostas Politicamente (PEPs) nas camadas secundárias, terciárias ou "quarteirizadas" de uma organização alvo. Muitas vezes, o CNPJ primário que está sentado na mesa fechando o contrato ou solicitando o aporte financeiro parece ser perfeitamente idôneo. A contabilidade é limpa, e seus sócios administradores declarados nada constam nas buscas rasas convencionais de Serasa ou varas de Tribunal de Justiça.
Porém, a verdadeira engenharia da corrupção e da ocultação mora nas *holdings* de controle. Quando uma equipe de verificação de riscos precisa investigar um contrato social de uma "Holdings Participações S.A.", descobrir que ela é dona de 40% de um fundo de investimento que, por sua vez, controla uma "Empresa Offshore X", e essa offshore tem como beneficiário final o irmão do governador que assina a licitação do banco... a investigação trava. Muitas vezes o negócio é aprovado antes mesmo da due diligence terminar seu mapeamento humano, empurrando o risco goela abaixo da instituição.
Um Novo Padrão Global de Auditoria
A aplicação de bancos de dados em grafos permite "explodir" todas essas camadas societárias cruzadas em microssegundos. Ao plugar a inteligência de APIs do Vigiômetro nos sistemas de um banco de atacado, o oficial de KYC simplesmente digita o CNPJ do solicitante do crédito na linha de frente.
Automaticamente, o motor varre até 10 camadas de profundidade cruzando dados da Receita Federal (QSA), listas do TSE, processos em andamento e parentescos. O que antes a tecnologia humana levava 4 semanas para mapear e emitir um relatório inconclusivo, a tecnologia entrega um veredito matemático de exposição de risco em 3 segundos. Este é o novo padrão ouro de mitigação de risco corporativo.
A Teoria de Redes e o rastreio de empresas
Bancos de dados relacionais tradicionais, como o mundialmente consagrado MySQL, Oracle ou PostgreSQL, foram concebidos desde os anos 80 para organizar informações em tabelas extremamente rígidas formadas por linhas e colunas. Essa arquitetura funcionou maravilhosamente bem nas últimas décadas e ainda é excelente quando o foco central de um sistema é entender puramente "quem comprou", "quanto custou" ou "o que há no estoque".
No entanto, a arquitetura clássica desmorona vertiginosamente quando o problema do analista investigativo muda e a pergunta passa a ser "como" e "por que" as coisas aconteceram. Como aquela exata empreiteira no interior do Piauí se relaciona com o prefeito recém eleito? Qual é a distância sistêmica (graus de separação) entre a doação de R$ 50 mil feita pelo empresário em 2018 e o contrato milionário ganho por uma terceirizada dele em 2022?
Entre no mundo infinito do Neo4j
Quando tentamos forçar um banco SQL tradicional a responder perguntas com 4 ou 5 "saltos" de distância usando comandos de JOIN (fusão e verificação de tabelas cruzadas), a máquina literalmente trava tentando ler milhões de linhas vazias em busca da resposta exata.
A arquitetura hiper-robusta utilizada pela plataforma de inteligência do Vigiômetro abandona a tabela e adota Bancos de Dados Orientados a Grafos. Em um ecossistema de grafos, a estrela do show não é o dado de forma solitária, mas sim a relação material que o liga ao restante do universo investigado.
Aqui, pessoas físicas, empresas de capital aberto, governos municipais e licitações são todos representados estruturalmente como "Nós" (Nodes, as bolinhas no nosso sistema visual). E o vínculo que os une, seja um contrato de casamento civil, uma sociedade administrativa (QSA) ou uma assinatura de convênio do Diário Oficial, é tratado matematicamente como uma "Aresta" (Edge/Relationship).
A Geometria como Arma Cívica
A disrupção intelectual está no fato de que, no grafo, a própria linha de conexão guarda dados profundos. A aresta "sócio" sabe desde quando a sociedade existe. O sistema pode processar requisições absurdamente complexas com comandos simples. Nós podemos perguntar ao algoritmo: "Mostre o caminho mais curto entre o dono da Construtora A e o Secretário B da prefeitura X".
O retorno não é uma tabela confusa de nomes; o retorno é um mapa visual claro que pode mostrar: Empresa A -> Sócia Oculta -> Que é casada com -> Diretor da ONG -> Financiada pelo Secretário B. Essa navegação de hiper-complexidade espacial retornando em 0,3 segundos é o núcleo do combate de elite contra a fraude.
A importância vital da Lei de Acesso à Informação
A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527), amplamente conhecida e celebrada no meio jornalístico como LAI e promulgada em novembro de 2011, foi um dos divisores de água mais contundentes na evolução da relação democrática entre o cidadão pagador de impostos brasileiro e a máquina burocrática do Estado. A premissa central que rege o espírito da lei de que "a publicidade de informações é o preceito geral da república, e o sigilo de documentos é a raríssima exceção" foi o marco teórico que viabilizou toda a robusta indústria de Civic Tech (tecnologia cívica e transparência de dados) no país.
Antes deste advento, solicitar qualquer extrato de empenho orçamentário ou o nome dos beneficiários de um repasse milionário dependia da "boa vontade" política ou da obtenção física de alvarás após extensas brigas processuais em varas judiciais.
O Direito Inalienável da Automação de Dados
Sem a existência protetora da LAI, os enormes ecossistemas de jornalismo de dados que vemos florescer no Brasil atualmente e as modernas startups de controle investigativo estariam reféns de PDFs escondidos a sete chaves em repartições obscuras no porão de ministérios.
A profunda obrigatoriedade legal da existência de portais de transparência de ponta a ponta (seja um governo federal, um ministério bilionário ou a prefeitura de uma pequena cidade rural) forçou o Estado brasileiro a iniciar sua transição digital. Mas o segredo verdadeiro não está apenas na publicação, está na capacidade de análise massiva sobre ela.
Embora existam gestões locais e gabinetes que deliberadamente cumpram a lei publicando tabelas de orçamentos e doações no chamado "sigilo por ineficiência", entregando PDFs extensos e de difícil leitura, a jurisprudência garante o livre processamento algorítmico da informação. É aí que entra o Vigiômetro: os algoritmos quebram a barreira do documento opaco com leitura ótica e estruturação automática.
O caixa-preta e o sigilo das Organizações Sociais na Saúde Pública
Dentro da complexa arquitetura orçamentária do Brasil, as Organizações Sociais, amplamente conhecidas no noticiário como OSs, são fundamentalmente entidades de cunho privado, usualmente estabelecidas sob a guarda protetora do "Terceiro Setor" (instituições sem fins lucrativos que ganham qualificações jurídicas especialíssimas do Estado). Esse arranjo foi massificado e justificado pelas administrações sob a promessa divina e absoluta da desburocratização dos serviços.
Ao repassar os bilhões da gestão de super-hospitais públicos estaduais e sistemas federais de UPAs para a guarda destas ONGs mascaradas, a teoria diz que a OS consegue contratar especialistas, adquirir ambulâncias e construir alas cirúrgicas na velocidade do mercado privado, driblando completamente a morosidade letal da Lei de Licitações que rege as compras diretas da secretaria de saúde.
A Quarteirização Criminosa do Dinheiro Público
O vácuo colossal de risco do Brasil contemporâneo reside numa sutil alteração matemática e legal: o dinheiro nas veias da OS é cem por cento proveniente de impostos federais (ou municipais), contudo, os trâmites, os rigores de compra e as escolhas de contratação com esse dinheiro agora seguem a legislação frouxa do mercado privado. O Estado, no ato da assinatura, "terceiriza" a verba em um bolo único, perdendo a visão granular microscópica de onde vai cada centavo daquela folha de repasse de 200 milhões de reais.
Isso viabiliza um dos crimes estatísticos mais elegantes de nossa época: o gestor público assina a entrega do hospital para uma diretoria "laranja" da OS (amigos indiretos ou parentes de compadres), a OS pega o pacote gigantesco de capital e contrata a empresa de limpeza hospitalar, a fabricante das marmitas dos médicos e a empresa de vigilância terceirizada. Misteriosamente, todas essas empresas "quarteirizadas" que prestam serviço ali não passaram por cotação rigorosa do setor público, mas ganham e pertencem aos mesmos deputados ou padrinhos políticos que assinaram a entrega do hospital da prefeitura original no primeiro estágio.
Mapear, rastrear a origem societária e perfurar as barreiras contábeis que blindam o destino destas verbas cruzando bases com diretores de ONGs do país, CNPJs ocultos da Receita Federal e dados brutos extraídos do DATASUS é hoje uma das fronteiras mais importantes da inteligência investigativa no Vigiômetro.
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